Defesa do Luiz apresenta recurso

Defesa do Luiz apresenta recurso

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou na noite da última sexta-feira (14/7) o primeiro recurso contra a sentença do juiz Sérgio Moro, que condenou o petista a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

"Qual o critério para se dar total credibilidade a um coacusado buscando redução de pena [o executivo Leo Pinheiro, da OAS] e se descartar a veracidade de um ex-presidente da Petrobras [Sergio Gabrielli, que depôs como testemunha de defesa]?", questionam os advogados.

Da decisão condenatória cabe recurso para o Tribunal Regional Federal da 4a.Região, sediado em Porto Alegre, que é o Tribunal competente.

Entre os que não vão ler, talvez se inclua o Dr. Sérgio Moro, que - como à sentença - já tem pronta a resposta rápida e pronta, dizendo que a defesa quer discutir o mérito da sentença por meio inadequado e, portanto, não vem ao caso esclarecer o que ela pede que seja esclarecido, o seu critério de valoração de testemunhos e documentos. Obviamente, o ato indicado como fundamento para a incriminação e condenação de Lula simplesmente não existe e nunca existiu.

O magistrado afirma que houve condutas inapropriadas por parte da defesa de Lula que revelam tentativa de intimidação da Justiça e, por isso, até caberia decretar a prisão preventiva do ex-presidente. Para a defesa, o juiz se "omitiu" ao ignorar provas da defesa de que o apartamento ainda está em nome da OAS. Apesar de o político seguir em liberdade, não demorou para que a internet reagisse à condenação com uma torrente de memes. Se a confirmação não sair antes de outubro de 2018, o ex-presidente não será enquadrado na Lei da Ficha Limpa e poderá concorrer na próxima eleição presidencial. Em discurso neste sábado, durante a posse da nova diretoria do PT de Diadema, na Grande São Paulo, Lula voltou a rechaçar a condenação. "Requer-se, também, sejam os presentes embargos de declaração enfrentados à luz do artigo 93, inciso IX, da Constituição da República Federativa do Brasil, que exige que todas as decisões judiciais sejam fundamentadas, situação que não se revela compatível com as omissões, contradições e obscuridades trazidas a lume". "Eles não estão julgando o Lula, estão julgando o nosso governo e as coisas que fizemos nesse país", acusou o petista. "Eu ficaria mais feliz se fosse condenado por conta de uma prova", afirmou. "Se eles não me condenassem, o golpe não teria sentido".

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